Blog Ilton Muller

Os Conselhos existem para serem ouvidos. E atendidos

E os conselheiros devem pensar no bem coletivo

 

A musicista Juliana Sehn abordou uma questão muito importante na Tribuna do Povo, na Câmara de Vereadores de Gramado, na segunda-feira: a valorização dos Conselhos e dos Conselheiros, nas esferas municipal, estadual e federal. Em resumo, ela destacou que o Poder Executivo deve ouvir e respeitar os Conselhos e seus integrantes. E os Conselheiros devem valorizar o cargo que ocupam,   (e o setor que representam) sendo participativos e conhecedores dos assuntos levados às reuniões.
Ela não fez a manifestação em tom de crítica a um ou outro, mas fez um alerta para este fórum representativo da sociedade que é o Conselho. Frise-se: não foi emitido nenhum juízo em relação ao trabalho dos Conselhos e seus integrantes no município.
Juliana fez a manifestação com a propriedade de quem tem sido um exemplo e conhece um Conselho por dentro. Ela é a presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, defendendo o setor desde que assumiu o cargo. E é atuante no meio cultural.
Ela, como muito outros conselheiros, poderia muito bem ficar só cuidando da sua atividade profissional e não se envolver, quase que diariamente, com assuntos que dizem respeito ao segmento que representa, no caso a cultura. Mas não! Ela doa seu tempo e conhecimento ao setor que integra. Assim ocorre com outros conselheiros de outros Conselhos existentes no município, como da Saúde, Agricultura, Meio Ambiente, Patrimônio Histórico, Habitação, Assistência Social, da Criança e Adolescente, entre outros. Os Conselhos não devem existir apenas para que os Poderes Executivo conquistem o repasse de recursos públicos. Mas para serem ouvidos e atendidos.
É atribuição dos conselheiros pensar no coletivo e não em questões individuais, frisou Juliana. No que todos devemos concordar. Devem ser priorizados os temas relacionados à comunidade como um todo. 
Como curiosidade, trago aqui uma constatação ocorrida em uma reunião do Conselho Municipal de Saúde no ano passado, da qual participei como ouvinte: dos 20 conselheiros presentes, somente um era nascido em Gramado. Vieram de fora e trabalham para os nativos e forasteiros.

Caça-casais no Centro
Já escrevi aqui sobre a “pandemia” que se instalou no Centro da cidade com fotógrafos caçando casais para ensaios fotográficos. A atividade fotográfica é lícita, mas a insistente abordagem de um grupo no Centro de Gramado contraria o bom senso e, inclusive, a legislação municipal que trata da panfletagem. Até uniforme o grupo tem e se classifica como “fotógrafo oficial de Gramado”. Vai que a moda pega…

Sobre futebol e assédio
Não me convence a explicação de que o presidente da CBF, Rogério Caboclo, tenha sido solicitado a sair do cargo em função das denúncias de assédio moral e sexual contra uma funcionária da Confederação. Acho que pediram pra ele se afastar pois poderia ser uma má influência para o  ilibado Neymar.
Até a próxima!

Tags:Coluna Ilton MüllerOpinião

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