Blog Ilton Muller

Novos proprietários anunciam investimento de até R$ 100 milhões no São Miguel

Informaram que o capital social da empresa gestora é de R$ 40 milhões

Os diretores das duas empresas que formam a Prolife, nova proprietária do Hospital Arcanjo São Miguel, estiveram na tarde desta quarta-feira (18) em Gramado para esclarecer algumas dúvidas com relação a negociação com a Sefas – Associação Granciscana de Assistência à Saúde, que era proprietária da casa de saúde. O encontro ocorreu no auditório da Prefeitura e teve as presenças dos sócios Cláudio Seferin e Daniel Coelho, da LifeDay (RS), e Celso Dilascio e Fernando Vieira, da Promed (MG).

Atualmente, o hospital São Miguel está sob intervenção municipal. Os novos proprietários devem assumir até fevereiro quando encerra o prazo de intervenção que já dura desde 2016. Entre as medidas que os novos proprietários pretendem desenvolver até lá é o levantamento dos equipamentos existentes no hospital.

 

Ramo de operadoras de saúde

Entre os negócios dos sócios da Prolife estava o de operadora de planos de saúde, o que os aproximou. As duas operadoras foram vendidas no ano passado. A LifeDay para a o Grupo Notre Dame, por R$ 70 milhões. E a Promed teve as suas operações vendidas para a Hapvida, por R$ 1,5 bilhão. Os sócios da ProLife têm experiência na gestão de hospitais nos dois Estados.

 

Capital social

Os proprietários da Prolife informaram que a empresa tem um capital atual de R$ 200 mil. Esclareceram, no entanto, que o registro do novo negócio (o hospital de Gramado) na Junta Comercial do Rio Grande do Sul já foi solicitado e que esta empresa que administrará o São Miguel terá um capital de R$ 40 milhões. Os novos sócios projetam investimentos de R$ 100 mihões na casa de saúde.

 

Confidencialidade

Questionados sobre os valores da aquisição do Hospital São Miguel, eles informaram que existe uma cláusula de confidencialidade no contrato de compra e venda, medida proposta pelas religiosas da Sefas. Destacaram que não existe nenhum problema em informar o valor desde que sejam solicitados por organismos oficiais. Durante a conversa com a imprensa, a procuradora jurídica da Prefeitura de Gramado Mariana Melara Reis entregou um documento solicitando que a Prolife apresentasse o contrato de compra do hospital no prazo de cinco dias.

 

Filantropia

Por tratar-se de uma empresa de capital aberto, a Prolife não poderá requerer a filantropia, benefício fiscal que é concedido a instituições que não visam lucro. Segundo os diretores da Prolife, essa perda financeira será compensada com investimentos e captação de novos clientes na área privada e de planos de saúde, um mercado promissor na região, segundo eles..

 

SUS será mantido

Os novos proprietários do São Miguel informaram que o atendimento ao SUS será mantido. Se comprometem , inclusive, a formalizar este compromisso conforme foi solicitado pelo promotor de Justiça, Max Guazzelli, durante o encontro.

 

Apresentação dos planos

Os representantes da Prolife informaram durante o encontro que pretendem se reunir ir com a Câmara de Vereadores, Conselho Municipal de Saúde e o Ministério Público, entre outras entidades, para esclarecer a atuação da empresa enquanto gestora do Hospital Arcanjo São Miguel.

 

Rede de saúde

O São Miguel deve integrar a rede de hospitais LifePlus no Rio Grande do Sul que será formado por unidades em Canela, Lajeado, Xangri-lá (em construção), São Leopoldo e Porto Alegre. Por sua relação com a comunidade, segundo eles, o São Miguel manterá o nome original. Os demais adotarão a marca LifePlus.

 

Patrimônio do hospital

Questionados sobre o patrimônio envolvido no negócio entre a Prolife e Sefas, o advogado da empresa também citou a cláusula de confidencialidade do contrato. Na matrícula do imóvel existe um gravame incluído pelos doadores que define o uso do local. O gravame trata-se de uma averbação na matrícula que determina o uso do terreno para construção exclusiva de hospital ou estabelecimento similar. Como foi uma condição do doador, a nova proprietária terá de construir juridicamente a transferência do gravame para outro bem, caso pretenda alterar o destino do atual imóvel.

 

Equipamentos permanecerão no hospital

Com relação aos equipamentos doados pela comunidade, os proprietários da Prolife destacaram que eles permanecerão na casa de saúde para a manutenção do atendimento.

Tags:Futuro do hospital

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