Blog Ilton Muller

Estiagem afeta a produção agrícola em Gramado

Levantamento da Emater indica que perdas já são superiores a R$ 4,2 milhões

Sem chuvas há quase 30 dias (a última precipitação intensa foi em 6 de dezembro), o setor agrícola de Gramado acumula perda média de 40% na produção. Para amenizar as perdas ocasionadas pela estiagem, a Secretaria Municipal de Agricultura está liderando uma força tarefa com outras secretarias e entidades para amenizar o problema e decretar situação de emergência no município. Com a homologação deste decreto por parte dos governos estadual e federal, a Prefeitura poderá tomar medidas de apoio, como a contratação de caminhões pipa e veículos agrícolas de forma emergencial (sem a necessidade de licitação). E os produtores rurais afetados poderão, com base neste decreto, negociar empréstimos que contraíram junto às instituições financeiras.

 

Milho tem a maior perda

Segundo levantamento feito pela Emater Gramado, a estiagem tem afetado a produção de grãos (feijão e milho), frutas e hortaliças. O maior impacto está sendo no cultivo do milho, que tem a maior área plantada: 630 hectares de milho grão e 110 hectares destinado à silagem. Na fruticultura, as perdas mais significativas são na produção da uva (30%), maçã (50%), figo (50%) e mirtilo (30%). Mas estes percentuais devem aumentar nesta semana, mesmo que ocorram chuvas. Em termos financeiros, as perdas somam mais de R$ 4,2 milhões, revela a Emater. Este montante é estimado com base nos custos de produção e expectativas de colheita e comercialização.

Segundo o engenheiro agrônomo Rogério Mazzardo, da Emater Gramado, a repercussão destas perdas deve se estender para outras atividades agrícolas no município, como a leiteira e inclusive agroindústrias.

“Está difícil ver o sofrimento dos agricultores”, afirmou o secretário municipal de Agricultura, Rafael Ronsoni, durante o encontro com as lideranças do setor primário do município. Segundo ele, no momento está sendo priorizado o bastecimento de água com caminhões-pipa em localidades não atendidas pela Corsan, além de abertura de açudes e criação de “bacias” de água para garantir o abastecimento das propriedades rurais. Estavam presentes, ainda, o vice-prefeito Luia Barbacovi, a secretária do Meio Ambiente, Maria Hencke, o presidente do Comder, Eliézer Nascimento de Lima, a procuradora jurídica do município, Mariana Melara Reis, além de representantes da Defesa Civil e Sindicato dos Trabalhadores Rurais.

Crédito da foto: Ilton Müller

Tags:Sem chuvas

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