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Em Fortaleza, Luísa Weber Bisol, realiza sonho de ser médica e professora

Iniciamos série de reportagens com pessoas que deixaram Gramado e Canela mas ainda mantêm vínculos com a região

Aos 17 anos, quando concluiu o ensino médio na Escola Danton Corrêa da Silva, em Canela, Luísa Weber Bisol passou a residir em Porto Alegre com o objetivo de cursar Medicina. Atualmente, a médica psiquiatra e doutora em ciências biológicas (Bioquímica) reside em Fortaleza, onde realiza o sonho de conciliar a prática médica com a docência. A distância dos familiares que ficaram em Canela e Gramado é encurtada através do telefone e visitas esporádicas. Luísa tem formação em medicina pela PUC-RS, psiquiatra pelo Hospital São Lucas da PUC-RS e pela Associação Brasileira de Psiquiatria/Associação Médica Brasileira, e doutora em Ciências Biológicas: Bioquímica pela UFRGS.
Entre 1994 e 2018 fixou residência em Porto Alegre e atuou em consultório privado, como pesquisadora vinculada à UFRGS e PUC-RS e como professora do Curso de Especialização em Psiquiatria da PUC-RS. “No início da minha carreira também atendi como psiquiatra em São Leopoldo, cidade que guardo boas recordações”, comenta.
Mas como desejava conciliar a prática médica com pacientes e a docência, Luísa inscreveu-se em um concurso público para professor de Psiquiatria na Universidade Federal do Ceará (UFC), sendo aprovada e passou a residir em Fortaleza. “Atuo como professora na UFC ministrando aulas práticas e teóricas para estudantes de graduação em Medicina nas disciplinas de Psicologia Médica, Psicopatologia e Psiquiatria. Também participo de alguns projetos que atuam nos eixos ensino, extensão e pesquisa ligados a universidade”, relata Luísa. Entre os programas e pesquisas que participa estão dedicados a pacientes com esquizofrenia e outros transtornos psicóticos, aos pacientes com depressão difícil de tratar; tratamento de transtornos alimentares que foca em pacientes com transtornos alimentares (anorexia nervosa e bulimia nervosa) e obesidade; prevenção de obesidade em escolas; grupo de Estudos em Transtornos Afetivos para portadores de transtorno bipolar; e Programa de Apoio à Vida para pessoas com risco grave de suicídio. “Já participei da organização de dois livros e alguns artigos científicos publicados em periódicos especializados de alto fator de impacto”, destaca Luísa.

Famílias Weber e Bisol seguem no coração
A família de Luísa é fortemente ligada à Serra Gaúcha, especialmente em Canela. O pai João Carlos Bisol (o Carlito) é natural de Gramado e a mãe Beth é de Canela, cidade onde o casal reside. Permanecem em Canela, ainda, a avó Amélia, os tios Jorge, Margarida e Mariluce, a irmã Ana Lídia, o cunhado José Carlos e os sobrinhos Mariana e Antônio. O irmão mais novo, João Francisco (Chico), e a esposa dele, Izamara, e seus filhos João Pedro e Rafaela residem em Porto Alegre. Luísa tem uma tia avó muito próxima (tia Maria) que reside em Gramado.
“O telefone e o WhatsApp permitem maior proximidade mas obviamente sinto falta do convívio mais próximo. Sempre que possível viajo para o Rio Grande do Sul”, afirma Luísa. Os seus melhores amigos são os irmãos. “A família sempre me proporcionou valores importantes de amizade, companheirismo, carinho e ética. Os amigos de Canela e Fortaleza são especiais”. Além dos familiares, uma pessoa que merece todo o seu carinho e que considera uma amiga, ela cita e homenageia Tetê (Teresa da Silva), “que foi uma pessoa que sempre esteve ao lado da minha família”.
As vindas mais recentes para Canela ocorreram no Natal de 2020 e em fevereiro deste ano. “Gostaríamos de ir com maior frequência mas no momento está inviável”, comenta Luísa, que é casada com Fábio Gomes de Matos e Souza, também psiquiatra e professor titular de psiquiatria da UFC.
“Canela é a minha cidade natal, tenho muito orgulho de dizer que sou canelense. Sinto falta de muitas coisas, dependendo de cada fase da vida. Saudade da época de infância em que era possível pedalar sem muita preocupação. Saudade da Escola Danton e de “lagartear” na escada durante o recreio, das festas na adolescência, entre Gramado e Canela, de sair na rua e encontrar os conhecidos”, afirma Luísa.

Tags:Tão longetão perto!

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