Publicado em: sexta, 13 de agosto de 2021 às 09:03
O que você fez na pandemia?
Eu fiz algo inédito até então: minha primeira Oficina Literária, tudo online
Luciano Jacobi
Dentre inúmeras inovações tecnológicas, as lives vieram para ficar. Elas já faziam parte do portfolio das grandes empresas. Nunca se viu tanta gente envolvida com a casa, onde limpar e cozinhar está fazendo parte da rotina diária, além da convivência familiar e com a vizinhança, mesmo com acenos à distância.
Outros passaram a se exercitar no entorno do lar, filmes, futebol e leitura. Eu, por exemplo, fiz algo inédito até então: minha primeira Oficina Literária, tudo online, onde todas as segundas-feiras gente de vários lugares – na maioria da região – optou em permanecer junto. Vi lives, mesmo com meu simples celular e meu ultrapassado computador de mesa sem câmara. Aliás, tenho esse jeito simples de ser e priorizo meus gastos, cada um tem seus valores e manias.
A Oficina Literária Santa Sede uniu vários escritores e aventureiros como eu, “um estranho no ninho” no início do curso e um apaixonado no final, principalmente pela turma divertida, onde formamos uma verdadeira “grande família”.
Foi o caso da geóloga da UFRGS Sílvia Rolim que retirou das gavetas seus escritos guardados a sete chaves, colocando pra fora tudo que estava aprisionado no seu coração. Já Flávia Hartmann é escritora de Angra dos Reis - RJ e contribuiu sobremaneira com seu conhecimento literário e
divertindo a turma com seus contos e “histórias que as babás não
contavam”... Disso tudo nasceu o livro “NÃO OLHE PARA TRÁS” onde todos participantes doaram sua alma.
E perguntei para as colegas: “O que representou e acrescentou participar de uma Oficina Literária durante a pandemia?
Isabel Scheid - “Escrever é uma forma de registrar histórias – de vida, da imaginação, enfim. Todos nós temos histórias para contar. O Santa Sede foi uma linda oportunidade de expressar minhas histórias de forma escrita. Ofereceu, de um lado, a sistemática do escrever crônicas, com temas e estilos as vezes desafiadores, e boa crítica vinda do grupo. De outro lado reuniu pessoas com forte afinidade, espírito leve, e generosas no compartilhar suas próprias histórias. Senti-me acolhida, quando a pandemia lá fora isolava e separava as pessoas."
Tânia Pereira “O Santa Sede me fez mais próxima de pessoas queridas e que curtem ler e escrever. Juntos toda segunda-feira, rimos, choramos, nos emocionamos com a potência que a escrita revela, quando nos entregamos a ela dispostos a nos desnudar de pudores e inseguranças.
Aprendemos muito, escrevendo, lendo e ouvindo nossas vozes. Foi uma experiência muito legal que eu não teria tido não fosse a pandemia, que nos obrigou a repensar tantas prioridades que temos na vida.”