Blog Ilton Muller

É possível sobreviver na pandemia sem recursos?

Os auxílios mínimos devem chegar à população desassistida e aos que tiveram suas receitas eliminadas pela paralisação do comércio e indústria

No final dos anos 90 e início de 2000 , tive uma experiência como diretor financeiro administrativo da CVB – Cruz Vermelha Brasileira – Filial RS, após ter sido um dos conselheiros mais jovens, como trabalhador voluntário na companhia do saudoso religioso Irmão Avelino Madalozzo da PUC. Convivemos com escassos recursos para manter aberta aquela unidade na Av. Independência em POA, chegando ao ponto de fazermos uma “vaquinha” para pagar a conta de luz. Prédio aliás, doado pelo então governador Leonel de Moura Brizola, com as tais “Brizoletas”. 
Fizemos toda uma reestruturação e busca de parcerias privadas, sem contrapartida. Naquela gestão nunca foi esquecida a finalidade social e mantidos os grupos de dependentes químicos, dependentes de jogos, dependentes de sexo, hospital dia e, fundamentalmente, os cursos de formação em situação emergencial , quais sejam: primeiros socorros, catástrofes etc.
Hoje vivemos uma pandemia mundial. A Alemanha – um dos maiores expoentes econômicos e sempre bem dirigida - vem debatendo o aumento no seu orçamento a fim de atender a demanda da pandemia, com previsão de 180 bilhões de euros. 
 Já no Brasil, a preocupação sempre foi a preservação das mordomias do Executivo, Legislativo, Judiciário e militares... 
Os empréstimos são um veneno necessário e podem comprometer as gerações futuras. É como financiar o asfaltamento de uma cidade sem saneamento básico e com rede de saúde precária. 
Os auxílios mínimos devem chegar à população desassistida e aos que tiveram suas receitas eliminadas pela paralisação do comércio e indústria.
É elogiável a atuação das entidades e cidadãos da região fazendo o papel do agente público, inclusive até na tentativa de busca de vacinas.
A situação atual das pequenas empresas da região faz lembrar de uma passagem quando trabalhava. Solicitei a um colaborador que executasse uma tarefa, ele me disse “ser impossível”. Respondi que essa palavra não fazia parte do meu dicionário e que ele, pelo menos, tentasse fazer se quisesse continuar seguindo ao meu lado. Esse exemplo talvez sirva para aqueles que não desistem mesmo em meio à pandemia, e tentam virar a chave, pois não adianta chorar todo o leite condensado derramado .
Seria fastidioso enumerar aqui o trabalho desenvolvido pelo pessoal da saúde, desde aquele que executa com amor a limpeza até os superintendentes hospitalares, não é fácil! Pagam um alto preço por aqueles que riam de quem usava máscaras, enquanto uns poucos ficavam em casa. Já os que precisavam sair para trabalhar, na sua maioria, seguiam o protocolo estabelecido.
É hora do Governo Federal rever sua posição sobre as vacinas e ainda tentar salvar o que nos resta, a vida!!!

Tags:Coluna Luciano Jacobi; Opinião

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