Blog Ilton Muller

Defensoria Pública questiona Prefeitura sobre comentários de diretor de Museu do Major

Em entrevista, Wendel Cardoso teria feito manifestações, supostamente, xenofóbicas e racistas. Ele nega as acusações

O defensor público de Gramado, Igor Menini da Silva, encaminhou à Procuradoria Jurídica da Prefeitura de Gramado questionamentos em relação à entrevista do coordenador do Museu Major Nicoletti, Wendel Cardoso, a uma rádio web no último dia 11 de janeiro. Na ocasião ele fez referência à cultura local e aos atos ocorridos no dia 8 de abril em Brasília.

Na correspondência à Procuradoria, o defensor informa que recebeu uma representação contra Wendel Cardoso “por se manifestar de forma supostamente xenofóbica, racista e, também, por supostamente insinuar envolvimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal na campanha do atual presidente, sr. Luis Inácio Lula da Silva e apoiar atos antidemocráticos em entrevista no dia 11 de janeiro de 2023, veiculada através da rede social Facebook”.

O defensor destaca que é importante “ressaltar que os fatos devem ser esclarecidos devidamente, pois, considerando as alterações ocorridas na lei Nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 e repercussões penais a quaisquer atos antidemocráticos e notícias falsas a serem veiculadas publicamente,

como no caso, reveste a denúncia recebida de grande relevância social”.

Com base nas suas prerrogativas legais, o defensor Igor Menini da Silva requisita “informações sobre o caso e eventuais providências a serem tomadas pela municipalidade”. Ao mesmo tempo convocou o servidor e sua chefia imediata (secretário da pasta) para prestar esclarecimentos na Defensoria Pública no dia 26 de janeiro de 2023 às 18h.

O defensor julga importante os esclarecimentos por parte da Prefeitura, considerando o cargo que o servidor ocupa em um museu municipal. E, também, oportuniza ao servidor explicar as suas falas ou retratar-se.

 

O que diz a Prefeitura:

“O Executivo, através da Procuradoria-Geral, recebeu na noite de quarta-feira, 18, a convocação e participará no dia 26 da reunião com a Defensoria Pública, entretanto desde já enfatiza que não compactua com qualquer manifestação antidemocrática e confia na lisura dos três poderes”.

 

O que diz Wendel Cardoso

“Recebo com surpresa esta acusação que considero infundada. Em nenhum momento fiz comentários xenofócicos ou racistas. Para citar, meu falecido pai é nordestino (o taxista Baiano) e preto. E sou padrinho de casamento de um casal de haitianos, o que muito me orgulha. Em nenhum momento me posicionei a favor de atos anti-democráticos ou apoiei aqueles atos em Brasília. Infelizmente estou sendo vítima de pessoas que têm visão política diferente da minha, justo em um momento que precisamos unir ao invés de separar.”

Tags:Polêmica

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