Publicado em: quinta, 01 de abril de 2021 às 20:54
A Páscoa do ninho vazio
Nas decorações de rua, falta valorizar o artesão local
Fui criado na base do “arroz, feijão e laço”, com ensinamentos básicos, talvez não seguidos por mim na sua plenitude. Meu pai, homem honesto, trabalhador e justo, sempre nos ensinou que nas dificuldades não há inimizade. Temos que socorrer os aflitos independentemente de posições sociais, políticas e religiosas.
O que vemos durante a pandemia é uma guerra fria entre países, governos e prefeituras. Já estamos cansados de tantos desencontros de pseudos líderes em todas as esferas, e nem vamos falar de vacinas!
Analisando nossa situação regional, os prefeitos, na sua maioria, vem tentando de todas as maneiras seguir a orientação da ciência, buscando adequar cada caso e fazendo o possível para incentivar o mercado interno, do qual sempre fui defensor.
Estamos na Páscoa e, pela primeira vez, assistimos a “crucificação” do povo trabalhador o qual necessita lutar pela preservação do seu comércio e indústria funcionando. A pandemia os impede, estão engessados, mas a ciência fala mais alto, o que é essencial nessas horas.
Convivemos com prefeitos que ao invés de estimular seu povo com o alento do nosso recurso público, contempla uma simples decoração de Páscoa - que a meu ver não deveria existir nesse momento – com ornamentação já utilizada em outra cidade, deixando os guerreiros artesãos locais ao limbo!
O valor elevado, poderia ser aplicado em outros setores emergenciais, como alimentação básica, por exemplo.
Não adianta ir para redes sociais pedir cestas básicas, como alguns secretários fazem e deixar o ninho do trabalhador vazio.