Blog Ilton Muller

Uma centenária história de fé

Culto de Ação de Graças comemora os 100 anos da Comunidade Evangélica Luterana de Gramado neste sábado (9)

“Até aqui nos ajudou o Senhor”. Este versículo bíblico (1° Samuel, 17.12) ilustra a trajetória da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Gramado – IECLB, que neste sábado (9) completa 100 anos de fundação. O centenário será comemorado com um Culto de Ação de Graças, às 19h, no Centro Comunitário Martin Luther. Fundada em 9 de outubro de 1921, teve seu primeiro templo nas proximidades da Praça das Rosas. O atual templo (Igreja Apóstolo Paulo, mais conhecido como Igreja do Relógio) foi inaugurado em 1961

Inicialmente, 18 famílias registraram-se como membros, entre elas Rudolf Arend, Arthur Zwetsch, Adolf Jung, Walter Pickbrenner, João Fisch Sobrinho, Alfred Drechsler, Karl Mantey, assim como as famílias Wazlawick e Sperb. Na época, Gramado era o 5° Distrito de Taquara.

Em 1923, foi construída a capela. O primeiro batismo ali realizado foi o de Almiro Drechsler, em 03.06.1923. Em 01.08.1926, o Pastor Friedrich Julius Ziegler veio da Alemanha para trabalhar em Gramado e, com isso, a comunidade passou a ser sede paroquial, recebendo o nome de Paróquia Evangélica de Gramado. Segundo as estatísticas, no ano seguinte a comunidade já contava com 203 membros. O Pastor Ziegler tinha de atender os membros que não residiam na localidade em lombo de mula, uma vez que ainda não havia automóveis à disposição.

 

Uma caminhada de união

O pastor Maurício Nagel cita que “ao longo de toda esta história, o Senhor Deus demonstrou a sua fidelidade de diversas formas. Uma delas se reflete no crescimento da comunidade. Atualmente, entre homens, mulheres, crianças e adultos, a comunidade é formada por 1.561 pessoas. Toda esta história não foi construída de maneira solitária”. Por isso, ele lembra que a Comunidade faz parte da Paróquia Evangélica de Confissão Luterana de Gramado. A Paróquia, por sua vez, é formada por outras seis Comunidades: Linha Araripe, Linha Marcondes, Várzea Grande, Quilombo, Serra Grande I e Serra Grande II.

Alguns registros históricos

- Em 9 de outubro de 1921, foi criada a Comunidade de Gramado, tendo inicialmente 18 famílias.

- Em 1923, foi construída a capela. O primeiro batismo ali realizado foi o de Almiro Drechsler, em 03.06.1923.

- Em 01.08.1926, o Pastor Friedrich Julius Ziegler veio da Alemanha para trabalhar em Gramado e, com isso, a comunidade passou a ser sede paroquial, recebendo o nome de Paróquia Evangélica de Gramado.

- O primeiro pastor com atividade fixa foi Julius Ziegler. Devido às implicações políticas durante a II Guerra Mundial, a língua alemã passou a ser proibida no Brasil e, portanto, os pastores vindos da Alemanha não podiam mais pregar publicamente em alemão. Assim, o Pastor Ziegler foi substituído interinamente pelo seu filho, o Professor Johannes Ziegler, a partir de 1942. O Pastor Friedrich Julius Ziegler se aposentou em 1945.

- Depois passaram pela comunidade os pastores Richard Heinrich (1945-1957); Rudolf Wulfhorst (1958-1963); Valentin Kaffenberger (1963-1966); Dietrich Falk (1966-1972); Horst Helmut Bergmann (1972-1976); Albino Trein (1977-1986); Paulo Afonso Butzke (1986-1990); Waldir Humberto Schubert (1990-1994); Carlos Niewöhner assumiu um segundo pastorado (1993-1995); Altemir Labes (1996-2005); Décio Oscar Saft (2003-2021); e Maurício Ronan Nagel (desde 1° de março deste ano).

- Em 1934, foi inaugurado o Cemitério Evangélico da Comunidade de Gramado, organizado em terraços devido à configuração do terreno em um declive acentuado, situado no bairro Planalto;

- Em 1961 foi inaugurado o atual templo – Apóstolo Paulo, mais conhecido como Igreja do Relógio. A pedra fundamental foi lançada em 1954.

- Em 1999, foi lançada a pedra fundamental do Centro Comunitário Martin Luther, o qual foi inaugurado em 2005.

 

“Pertencer, Viver e Compartilhar”

Uma das ações para marcar o centenário é a criação de uma nova identidade visual, produzida com o auxílio de membros da comunidade e da Liga Publicidade. “Vimos que a nossa presença durante a pandemia ficou maior. Temos feito as transmissões dos cultos ao vivo, fazendo bastante uso das nossas redes sociais. Pensamos que esta era a nossa Comunidade. Por isso usamos a imagem do templo, duas mãos simbolizando o cuidado de Deus – estamos em suas mãos – e três palavras. Pertencer, Viver e Compartilhar. Nosso desejo é que as pessoas pertençam, façam parte da Comunidade Cristã, que vivam também isso, e que a partir deste pertencimento elas compartilhem a sua fé, usando esta palavra muito presente hoje nas redes sociais: compartilhar o testemunho da nossa fé”, ilustra o pastor Maurício.

Tags:Evangélicos-luteranos

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