Publicado em: sexta, 30 de abril de 2021 às 09:52
Rosa Klemann transforma resíduos de malha em blusões
Até o momento ela confeccionou 148 peças que estão sendo doadas
A pandemia tem incentivado ações de solidariedade. Um exemplo é dona Rosa Klemann, 70 anos, moradora do bairro Piratini, em Gramado, que tem transformado resíduos de lã em blusões, que estão sendo doados em Gramado e Canela. Até o momento ela confeccionou 148 peças, a maioria delas já doadas. Além dos blusões ela confecciona biscoitos e cultiva uma horta, que também resultam em doações para vizinhos e pessoas que pedem doações. “Eu gosto de ajudar”, frisa.
A ideia de confeccionar blusões partiu da filha, no início da pandemia, quando ela trouxe resíduos de lã da malharia Tomasini Tricot, onde trabalha. “Comecei a desfiar aquele monte de fios e comecei tecer a malha”, relata Rosa, que até então se dedicava à produção de luvas, interrompida com a pandemia.
Ela ressalta que tem o apoio da nora Rose Klemann que passa e corta o tecido de lã e da filha Marli Klemann, que costura as peças. Mas a atividade mais trabalhosa é executada por dona Rosa, que desfia o emaranhado de fios, os enrola em cones e depois faz a tecelagem. “Isso parece que não dá para aproveitar”, afirma dona Rosa, com um emaranhado de fios nas mãos, que ela transforma em blusões, principalmente infantis.
Rosa Klemann nasceu na Linha Araripe e reside há 49 anos no bairro Piratini. Recorda que começou a produzir peças de lã antes do início das atividades das principais indústrias do setor no município. Ela conciliava atividade com as tarefas domésticas e com o emprego em Calçados Ortopé, Calçados Samore e Malharia Lucirene, empresas onde trabalhou em Gramado.
A sua primeira máquina manual de tecer malhas está hoje no Museu Fioreze, na Linha Bonita, interior de Gramado.
Fotos: Ilton Müller