Publicado em: segunda, 03 de maio de 2021 às 09:35
Queda em fenda rochosa e socorro de helicóptero depois de três horas ferido e imobilizado
O susto de Yamil E Souza Dutra quando fazia uma trilha em Florianópolis
“Foi por um triz!”, descreveu Yamil E Souza Dutra, morador de Gramado, que na quarta-feira (28) sofreu uma queda em fenda de rocha quando fazia uma trilha entre a Praia Brava e Ingleses, em Florianópolis (SC). Ele foi resgatado do buraco por bombeiros e por um helicóptero e levado ao hospital. Nesta segunda-feira (3) ele será submetido a uma cirurgia pois a queda resultou em quatro costelas quebradas, que exigem procedimento por um cirurgião torácico. A cirurgia será no Hospital SOS-Cardio, em Florianópolis, onde está internado desde o incidente.
Segundo Yamil, “a fenda de rochas estava coberta por vegetação e bati com muita força com as costas. Fiquei quase paralisado de dor e sem poder mover-me no fundo do buraco. Mas consegui enviar uma mensagem de socorro para um amigo, que acionou os guarda-vidas da Brava e dos Ingleses”. Ele relata que quatro profissionais, dois de cada praia, lhe deram apoio inicial. “Eu mal conseguia mover-me ou respirar de tanta dor. Eles acionaram a emergência dos Bombeiros de Florianópolis que enviaram um helicóptero, e depois de três horas da queda, fui içado e levado, pendurado por cima das rochas e do oceano para um campo, na praia dos Ingleses, onde me esperava uma equipe médica com infraestrutura para aplicar-me remédios sedativos e anti-inflamatórios e fazer exames de sonografia para verificar se algum órgão interno havia sido afetado”. Por sorte, seus sinais vitais estavam bem e nenhum órgão foi afetado, inclusive o pulmão que era a grande preocupação dos médicos.
Erro de fazer a trilha sozinho
Yamil destaca que “as vistas da trilha são magníficas, mas não valem uma queda que, por pouco, poderia ter sido letal!”. Ele revela que conhecia apenas em parte da trilha. Mas há um ponto em que há uma bifurcação, onde não existe sinalização. “E eu tomei o caminho errado. Somei equívocos, entre os quais: não perguntar o suficiente antes de sair, fazer a trilha sozinho e não levar algum instrumento”, frisa.
Natural de Rosário do Sul, Yamil reside em Gramado há muitos anos e está passeando na praia Brava. Os registros fotográficos são da vista da trilha, antes da queda.