Blog Ilton Muller

Pra não chorar quando o Leite derramar…

Momento também é para debater as privatizações das estradas da região, do Caracol e da Corsan

Alerta e mobilização enquanto ainda é tempo! Isso serve para quem é contra ou a favor das privatizações que estão em andamento no Estado, como a da Corsan, das estradas pedagiadas e inclusive do Parque do Caracol. No caso, já antecipo que sou contra, principalmente a da Corsan e do Caracol (e respeito a opinião de quem é a favor).
A necessidade deste estado de atenção com relação às intenções do Palácio Piratini cresce de importância após o inesperado anúncio do governo estadual, no dia 18, de que pretende privatizar a Corsan. Anunciou assim, de sopetão, no meio de um debate intenso em torno da pandemia do coronavírus. Tudo bem, temos que pensar além. Mas o debate tem que ser prévio.
Já noticiamos aqui e é sabido que estão em andamento os estudos para privatização das estradas do Polo Gramado e do Parque do Caracol, que hoje é administrado pela Prefeitura de Canela. No caso do Caracol, os municípios devem se unir e manter o parque sob o controle do município, como ocorre hoje. Não só pelo recurso que ele garante à cidade, mas também pela relação de pertencimento que os canelenses têm com o local.
No que se refere às estradas, cabe uma mobilização das lideranças políticas e comunitárias para conhecer antecipadamente as intenções do Governo do Estado ao entregá-las à iniciativa privada. Mais do que conhecer o projeto, a região deve comunicar ao Governo do Estado o que quer do próximo concessionário das praças de pedágio, seja a EGR ou uma empresa privada. Não dá para esperar o edital de concorrência estar pronto para se mobilizar. Antes de ser lançado este edital, o Estado deve conhecer quais os investimentos que a região quer nas suas estradas: rótulas, acessos, passarelas, acostamento. Incluindo onde e em quanto tempo estas obras devem ser executadas.
Este detalhamento, na minha opinião, deve estar anexo no edital de concorrência, para que as empresas candidatas saibam o que lhes espera ao assumirem o controle destas estradas.
Ah, mas alguém pode dizer que este detalhamento não é usual ou não pode ser previsto num contrato de concessão. Podem até dizer que cada obra que a região quer depende de estudo técnico, levantamento orçamentário, etc. Por que não fazer?
Mas uma coisa é certa. Se a região não se mexer agora, pode ser surpreendida logo ali adiante com medidas do governador Eduardo Leite que não poderão ser revertidas ou mudadas a tempo. Quem se habilita a cuidar do fogo antes que o leite derrame?

Tags:Coluna Ilton Muller; Opinião

Confira outros posts

Sindtur promove assembleia geral para discutir negociação coletiva de trabalho
Festival Caminhos de Outono é neste sábado e domingo
Câmara e Prefeitura convidam comunidade para conhecer e debater o novo Plano Diretor

Cadastre o seu e-mail para receber nossas notícias e novidades!