Blog Ilton Muller

Paulo Oliveira fez do “limão uma limonada”

Na pandemia, voltou ao passado e retomou o “string art”, trabalho manual com pregos e linhas


Paciência, precisão, criatividade… Estas são algumas das exigências do String Art (arte em corda), trabalho manual que tem sido o passatempo do canelense José Paulo N. de Oliveira, mais conhecido como Paulo Oliveira, o músico, que atualmente reside no balneário de Marambaia (Arroio do Sal). Foi o isolamento exigido pela pandemia que o reaproximou da arte que praticava no passado.
“A necessidade de ficar em casa tornou-se cansativo e até preocupante. Sem poder me encontrar com amigos, tocar violão com alguém, jogar bocha, o jeito foi inventar, reinventar. Foi o meu caso, como o de tantas outras pessoas. Surgiu, então, a ideia de um trabalho artesanal que fiz em casa, há mais de 30 anos”. Foi assim que chegou a um livro de peças manuais, com pregos e linhas, mas muito rústico, com poucas informações. “Passei a procurar mais informações sobre esse trabalho, descobri obras incríveis que não parecem serem feitas com pregos e linhas, e que se chama String Art. Cheguei no meu chão. Estudei como fazer, fiz alguns protótipos e hoje consigo fazer obras lindas (segundo palavras de outras pessoas)”, relata Paulo Oliveira.

Poucas informações sobre a técnica
Segundo ele, o String Art “é um exercício de paciência porque não possuo nenhuma informação a mais além da foto que vejo na internet. Então é necessário fazer o desenho a mão no tamanho desejado, marcar onde irão os pregos. Eu uso medidas de meio centímetro, um centímetro ou ¼ de polegada, nas distâncias entre eles, dependendo do tamanho da peça. É um trabalho de precisão”.
Os materiais usados são pregos 10x10, com ou sem cabeça, raramente usa 12x12. A linha preferida é Pesponto, por dar um bom acabamento e ser um pouquinho mais grossa do que a de costura. E usa tinta (conforme a peça) e madeira em MDF. “Todas são peças únicas”, frisa.


“Atelier” com vista para o mar
Paulo Oliveira está aposentado há alguns anos. “Meu primeiro trabalho foi, de certa forma, artesanal pois era na fabricação de produtos em vime onde produzia as peças mais trabalhadas, detalhadas. Fiz também algumas esculturas em madeira, mas tudo bem amadoramente. Trabalhei em escritórios, gerente de loja, comerciante na área de gastronomia e por último, quando me aposentei era músico profissional”, afirma Paulo. Entre as bandas que integrou estava o Musisul, que fez sucesso na região no passsado.
Ele não faz as peças com a intenção de ganhar dinheiro, pois está aposentado e pretende continuar assim. Ele não possui um atelier apropriado, mas o espaço de criação fica no segundo piso da sua casa na praia, com vista para o mar. “Minha intenção inicial foi apenas passar o tempo, mas descobri uma arte pouco conhecida, inexplorada pelos nossos artesões”, afirma. Ele considera importante fazer a divulgação dessa arte porque é um nicho que pode render bons lucros a quem se dedicar. “Vi na internet uma peça sendo vendida por 412 euros. Na Ásia e Europa o String Art é muito conhecida, pessoas se tornaram profissionais e ganham seu dinheiro com ela”, comenta.

Como conhecer e contatar
Se alguém se interessar pelo trabalho, tanto para compra ou para saber mais detalhes, pode entrar em contato pelo telefone/WhatsApp é (51) 98024-2525.

Tags:Arte & Artistas

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