Publicado em: sexta, 18 de março de 2022 às 09:37
IPTU VERDE – PRESERVAR PARA OS QUE VIRÃO!
Canela deveria fazer o valer o título de cidade “Paixão Natural”
Por Luciano Jacobi
Os vereadores de Canela recomeçaram a debater o custo do IPTU, um dos mais altos do Brasil. Não é de hoje que trago o assunto. Quando da majoração fui um dos muitos contribuintes que contestaram. Mesmo o valor estando defasado, o aumento foi de maneira abrupta elevando ainda mais a inadimplência, em que pese os apontamentos do TCU quanto a defasagem.
A “nova” composição da Câmara de vereadores, agora passou a refletir sobre as alíquotas que apuram valores estratosféricos, principalmente quanto aos terrenos ditos “abandonados”, onde a Mata Atlântica predomina bem como alternâncias geográficas, impossibilitando ou dificultado o aumento de índice de construção.
É elogiável essa tentativa de redução, não só pela passagem da pandemia como também rever a avaliação efetuada apressadamente.
Os vereadores tem que evitar injustiças e possíveis más interpretações nas leis, acertarem o “tiro” evitando os especuladores imobiliários, como nos anos 1990, onde a então prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, propôs a isenção do IPTU para imóveis até 60m2, na tentativa de fazer justiça social para a população menos favorecida e contava com mais de 75% de apoio da população. Porém, os empresários da rede hoteleira passaram a construir flats para se beneficiarem da lei proposta que acabou não sendo aprovada. Aqui seria uma festa em meio ao complexo turístico existente . A taxação maior teria que ser sobre bancos, shoppings, grandes redes de comércio e imóveis de grande valor e não para zonas até então rurais, que agora passaram a ser zonas urbanas, mesmo que ainda sejam pequenos produtores rurais.
Reduzir a alíquota atual de 2% para 1% dos terrenos já seria uma medida justa , principalmente para quem preserva, como o IPTU VERDE que contempla/isenta .
Afinal não seria aqui a capital da tal “PAIXÃO NATURAL”?
Imagem ilustrativa: Crédito: Ilton Müller