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Fernanda Chaves domina as agulhas e fios

Desafios pessoais levaram a artesã aprender as técnicas do maxi crochê e amigurumi

Quando não está trabalhando no escritório de contabilidade, manusear fios e agulhas tem sido uma atividade frequente e prazerosa de Fernanda Machado Chaves. A artesã gramadense é apaixonada pelo maxi crochê, arte que executa desde 2019 quando decidiu dar um toque personalizado à decoração da festa de 15 anos da filha Eduarda. O aprimoramento da técnica a motivou a produzir peças e expô-las no canal  Belle Arti Nanda, no Facebook. E como gosta de se desafiar,  aprendeu a técnica do amigurumi para incrementar as encomendas em fios de malha. Fernanda é formada em Administração pela Universidade Católica de Pelotas – UCPel, tem pós-graduação em Gestão de Negócios pela Faculdade de Tecnologia Senac de Pelotas – FATEC e trabalha no departamento de pessoal do escritório  Visão Gramado Contabilidade.
Fernanda explica que utiliza a técnica do maxi crochê, “que nada mais é do que o próprio crochê porém com fios de espessuras maiores, na qual é utilizada também agulhas de maior tamanho. Utilizo também a técnica de amigurumi, que vem também do crochê, mas a finalidade é produzir peças como brinquedos ou afins”.
Da sua habilidade com o maxi crochê nascem peças como bolsas, tapetes, cachepôs com tampas ou sem tampas, kits de higiene para bebê, mateiras, portas xícaras, sousplat, chaveiros, chinelos, capas para banco, caminhas pet, entre outros. O material para o maxi crochê é o fio de malha. “Estes fios tanto podem ser as sobras de malhas das indústrias têxteis, ou seja, residuais, como também podem ser fios produzidos para este fim”, afirma Fernanda.
As peças de amigurumi que tem confeccionado são ursinhos e bonecos, alguns bem famosos como a Coraline (do filme Coraline), a Cinderela, a Branca de Neve, o Bob Esponja, o Patrick (do desenho Bob Esponja), Harry Potter, Peppa Pig, George Pig, Super heróis em formato de “dedoches” (Homem Aranha, Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Super Man). Os materiais são os fios próprios para amigurumi que existem no mercado.

O domínio do maxi crochê surgiu a partir de um desafio
Fernanda revela que vem de uma família com ótimas artesãs. “Mas confesso que nunca acreditei que pudesse desenvolver esta ou qualquer outra arte. Sempre admirei a arte como um todo, mas não achei que eu poderia desenvolver alguma habilidade”, afirma a artesã. O desconhecimento da sua habilidade encerrou quando se deparou com a intenção de dar um toque pessoal à decoração do aniversário de 15 anos da filha, em julho de 2019. “Na busca por decorações para as mesas, me encantei com alguns mini cachepôs e pensei o quanto poderiam ficar bonito como centro de mesa, enfeitado com alguns galhos de árvore e pássaros feitos com a técnica oriental origami, o “tsuru”, que era o tema da festa da Duda. Então fui mais longe ainda nos pensamentos: e se de repente eu os produzisse? Os cachepôs em fios de malha? Esta pergunta ficou na minha mente e não descansei enquanto não comprei os acessórios iniciais para começar esta aventura, pelo menos para mim, que era produzir os cachepôs que enfeitariam as mesas”, relata a artesã.
Fernanda tinha menos de três meses para produzi-los. E conseguiu, com muita determinação e persistência. “O início de algum plano seja qual for, nem sempre é tão fácil quanto se parece. Porém, a minha vontade de realizar algo produzido por mim era tão grande que embarquei. Ao longo destes meses, fui me apaixonando pela técnica e estava sempre com meus fios e agulhas para onde eu fosse. Minha meta foi concluída com sucesso. As mesas ficaram lindas com minha produção de cachepôs personalizados, E nunca mais deixei os fios”, afirma.
Foi se aprimorando na técnica com cursos online e prática frequente. E a curiosidade, o desafio (“será que consigo?”) e a intenção de aprimorara as peças que produzia em maxi crochê a aproximaram da técnica do amigurumi. “O início de tudo foram os fios de malha. Mas à medida que vamos aprendendo cada dia mais, vamos querendo fazer peças mais elaboradas, mais difíceis. No amigurumi eu via como um objetivo: incrementar minhas encomendas em fios de malha. Pensava que enquanto eu fazia um kit de higiene para bebê, por exemplo, poderia produzir um lindo ursinho para enfeitar este kit”, relata. A vantagem é que já conhecia os pontos, só teria que se acostumar com a drástica mudança de espessura de fios e a diminuição nos milímetros das agulhas. “Não foi difícil e as peças de amigurumi já estavam sendo produzidas com o mesmo amor e a mesma dedicação dos meus trabalhos e, maxi crochê”, afirma.

Marca Belle Arti Nanda
À medida que começou a ter encomendas, Fernanda teve a preocupação de criar um nome para suas  produções. Ela uniu, então, a sua arte com a paixão pela cultura e idioma italiano, criando a marca “Belle Arti”. Nas etiquetas das peças coloca a marca Belle Arti Nanda, com a qual se apresenta nas redes sociais. Praticamente tudo o que produz são publicadas no Instagram e página no Facebook da Belle Arti Nanda,.

Desafio de conciliar família, trabalho e o hobby
Fernanda revela que é muito feliz na sua atividade profissional, “assim como amo muito fazer minhas peças em maxi crochê ou amigurumi. Então é este amor que me alimenta e me energiza a fazer sempre o meu melhor. Além do trabalho e arte ainda tem a família a conciliar. Meu marido (Márcio Dillmann) e filha (Eduarda) são meus grandes incentivadores e isso ajuda muito. Sempre quando chego do trabalho, corro para as agulhas, pois sempre há encomendas em andamento e torço que este ciclo nunca se acabe. Mas também sempre encontramos um tempinho para ficarmos juntos e assistir a filmes e séries que tanto adoramos. Sou muito grata a Deus por esta junção entre trabalho, arte e família, que às vezes é tão corrida, mas que proporciona momentos magníficos da nossa vida”, destaca Fernanda Chaves.

Vi que tu faz amigurumi. Isso é recente?
O meu aprendizado com a técnica de amigurumi veio depois do maxi crochê. O início de tudo foram os fios de malha. Mas à medida que vamos aprendendo cada dia mais, vamos querendo fazer peças mais elaboradas, mais difíceis. No amigurumi eu via como um objetivo a incrementar minhas encomendas em fios de malha. Pensava que enquanto eu fazia um kit de higiene para bebê, por exemplo, poderia produzir um lindo ursinho para enfeitar este kit. 
O começo com a técnica de amigurumi também foi através de uma curiosidade, um certo pensar de: “será que eu consigo?” A vantagem é que eu já conhecia os pontos, só teria que me acostumar com a drástica mudança de espessura de fios e a diminuição nos milímetros das agulhas. Não foi difícil e as peças de amigurumi já estavam sendo produzidas com o mesmo amor e a mesma dedicação dos meus trabalhos.

Tags:Arte & Artistas

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