Blog Ilton Muller

CTG Manotaço completou 66 anos

Entidade atua na preservação do tradicionalismo gaúcho

Uma festa campeira em um sítio no Mato Queimado marcou o início das atividades do CTG Manotaço, em Gramado, há 66 anos. A data oficial de fundação é 15 de março de 1955. “A gente pretendia fazer uma comemoração, mas o momento de pandemia não permite”, afirmou a patroa Márcia Port.
“É uma data muito especial estes 66 anos do nosso querido Manotaço. Uma comemoração diferente, sem festa, sem abraço, sem bolo, mas nem por isso deixaríamos passar em branco as lembranças, o amor pela entidade que nos enche de orgulho. O CTG passou por muitas mudanças, muitas dificuldades, mas nunca desistiu da sua tradição”, afirma a patroa, cumprimentando a todos pelo aniversário.

Reuniões, nome e lema
O nascimento do CTG Manotaço se deu durante reuniões de amigos na casa de Lúcio Peregrino Petersen, que tornou-se o primeiro patrão da entidade. Eram amantes da tradição que viram na criação do CTG uma forma de reunir as famílias e propagar o tradicionalismo. O grupo adquiriu um terreno na Rua da Cascata, hoje Rua Eusébio Balzaretti, onde encontra-se sua sede social. Mais tarde o CTG adquiriu uma área de terras no Mato Queimado, onde mantém até hoje a sua sede campeira. 
O nome do CTG tem origem no manoteio, movimento que o cavalo faz com as patas dianteiras, em situação de defesa. O CTG Manotaço tem como lema: “Da ilhapa até a presilha, gaúcho em qualquer coxilha”. A ilhapa é a parte mais grossa do laço com cerca de uma prega na argola, que conduz o laço armado. E a presilha prende o laço na encilha. 


De Lúcio Petersen a Márcia Port
O primeiro patrão foi o tradicionalista Lúcio Peregrino Petersen e a atual patronagem está sob o comando de Márcia Andrea Port, a primeira mulher a comandar um CTG na região.
Lúcio Petersen nasceu em Santo Antônio da Patrulha, veio com seus pais para Gramado em 1932. Casou com dona Cilda de Castilhos Petersen. Foi funcionário do Banco Nacional do Comércio em Gramado, onde se aposentou. Tornou-se um historiador e contador de histórias dos gaúchos do passado. Criou o Museu Rodeio Velho, que tornou-se um atrativo cultural e turístico de Gramado, escreveu a pesquisadora Iraci Casagrande Koppe.
Márcia Port, mais conhecida como Preta, é natural de Gramado e participa das diretorias do Manotaço desde 2013. Lidera uma equipe que incentiva as atividades artísticas e campeiras na entidade.

Patronagens
- Lúcio Peregrino Petersen
- Hortêncio Gil Castilhos
- Avelino Alves de Oliveira
- Paulo Sérgio Krause
- Jorge Correia
- Waldomiro Schmitt
- Nailor Nilton Balzaretti
- Anildo Bolfe
- Ivan Rosa Barbosa
- Isaias Elias Moura
- Agnel Alves Oliveira
- Ricardo Ernesto Volk
- João Carlos Santos
- Francisco D´Carneiro de Lima
- Adelmo Sartori
- Dirceu Berti
- Radamés M. Chaulet
- Ismail Lira
- Volmir Port
- Eder Lahnel
- Márcia Andrea Port

Fotos/Legendas
1 - Lúcio e Cilda Petersen, lideranças do tradicionalismo

2 - Marcia Port, atual patroa

3- Sede campeira do Manotaço fica no Mato Queimado

Tags:Memória

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