Blog Ilton Muller

AMA apoia famílias de pessoas com autismo

“A gente está aqui para ajudar”, afirma Cledson Pereira, presidente da Associação dos Pais e Amigos dos Autistas

Estar ao lado das famílias, conscientizar sobre este transtorno e desenvolver atividades que promovam a inclusão das pessoas com espectro autista, estão entre os objetivos da AMA – Associação de Pais e Amigos dos Autistas – Região das Hortênsias. No momento, a entidade é presidida pelo microempreendedor  Cledson Machalowski Pereira, de Gramado. Ele e Karla Elizabeth Fecker Inda são pais de Arthur, de oito anos.
Cledson recorda que representantes de uma associação de Porto Alegre vieram fazer uma palestra sobre autismo em Canela, o que inspirou um grupo de pais a criar a entidade. A AMA reúne, além de familiares, alguns profissionais de saúde e educação que trabalham nesta área. Em tempos de pandemia, as principais ferramentas de relacionamento  são as redes sociais – grupo privado de  WhatsApp e Facebook (facebook.com/amacanelagramado). 
Quando fala sobre conscientização, Cledson cita que as pessoas ainda desconhecem as características do transtorno. “Como o autismo não é visível, muitas vezes o comportamento de um autista é confundido pelas pessoas”, afirma Cledson, exemplificando que determinado comportamnto do autista pode ser confundido com “birra ou manha”.

 

Meta é equipe multidisciplinar
Entre as metas da AMA é  ter uma equipe multidisciplinar, “para aplicar as terapias nas crianças com mais efetividade. Quanto mais cedo se descobre o autismo, melhor será o desenvolvimento dela”.  Cledson frisa que o autismo não é uma doença, mas um transtorno que não tem tratamento  com medicamentos, mas com terapias. Os eventuais medicamentos prescritos são para tratar uma comorbidade que pode ser associada ao autismo.
Ele destaca, ainda, que o diagnóstico precoce é um importante aliado no tratamento. Por isso, é recomendado que os pais procurem ajuda profissional quando identificarem um comportamento diferente do filho. Cledson afirma que receber o diagnóstico é difícil porque os pais sempre criam uma expectativa que pode não ser confirmada. “Se vê que os autistas conseguem levar uma vida praticamente normal. Mas quem tem autista na família, vive isso diariamente. Quem não convive só vê o assunto em momentos como esta semana especial, em reportagens”, afirma o presidente da AMA. Por isso ele considera importante as pessoas se informarem sobre o assunto. “Quanto mais as pessoas tiverem conhecimento das condições das pessoas incluídas no espectro autista, menos discriminação vai haver”, comenta.
Ele considera um erro as famílias não procurarem ajuda e tratamento quando a criança foge do padrão. “As pessoas têm a tendência de deixar os filhos mais em casa. Mas é justamente o contrário que deve ser feito. O autista precisa de socialização, contato com pessoas para se desenvolver mais. É uma caminhada lenta e as pessoas precisam saber que a gente está aqui para ajudar”, afirma. 
Cledson e Karla receberam o diagnóstico do filho Arthur quando o garoto tinha três anos. 


Distúrbio do neurodesenvolvimento
“O Transtorno do Espectro Autista - TEA, não é uma doença e sim uma condição (distúrbio do neurodesenvolvimento). Portanto, não existe tratamento medicamentoso para sua "cura''. O que existe é um tratamento terapêutico com uma equipe multidisciplinar (Terapeuta Ocupacional, Fonoaudiólogo, Psicólogo, Musicoterapeuta, Neurologista, etc) para que quem apresentar o quadro, possa ter um bom desenvolvimento e uma melhor qualidade de vida. O TEA se caracteriza pela tríade: dificuldade para interação social, dificuldade ou ausência da linguagem e comportamento repetitivo e restritivo. Estas são características-chave, mas o TEA, pode ser mais abrangente, E isso vai depender de cada pessoa. Por isso, o diagnóstico precoce é de suma importância, sendo este respaldado na Lei Berenice Piana (Lei Federal n° 12.764/12). Se você suspeita que algum familiar possa estar dentro do Espectro Autista, dirija-se a UBS mais próxima ou procure o médico de sua confiança para as devidas orientações”.
(Fonte: Facebook da AMA Canela-Gramado)

Tags:Semana de Conscientização

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