Publicado em: sábado, 08 de maio de 2021 às 15:12
A maternidade dá sentido à vida!
Nesta entrevista, a mãe e psicóloga Mariane Oliveira Till comenta os desafios que a vida impõe às mães
“Ser mãe me completou enquanto mulher, esposa e profissional” afirma a psicóloga Mariane Oliveira Till, nesta entrevista. A maternidade, segundo ela, antes de ser um dom é uma opção da mulher. Além da graduação em psicologia, Mariane tem especialização em Avaliação Psicológica e atua com psicologia clínica cognitivo comportamental. Trabalha com psicologia clínica com crianças, adolescentes e adultos, e faz orientação para pais e escolas. É mãe de Theo, 5 anos. O marido é Augusto Till.
- Como pode ser definida a maternidade? Seria um dom?
Mariane - A maternidade pode ter várias definições. Na minha vida ela deu sentido a todo o resto. Ser mãe me tornou uma pessoa melhor, me completou enquanto mulher, esposa e profissional. Não considero que seja um dom e sim, por ser opção, toda mulher pode escolher viver ou não esse momento. O qual eu considero mágico, de puro amor e doação. Podemos mesclar o instinto de cuidar aos aprendizados do dia a dia.
- O que normalmente a sociedade exige da mulher para ser mãe?
Mariane - Tenho percebido, enquanto mãe e também enquanto psicóloga, que estamos numa sociedade que cada vez menos respeita a individualidade, ou seja, exige padrões tanto de mães quanto de pais e filhos. O que desencadeia frustrações desnecessárias nas pessoas e aumenta um comportamento chamado competição que considero extremamente negativo na maternidade
- Na pandemia, as exigências para ser mãe se tornaram mais difíceis? Por quê?
Mariane - A pandemia testou todos, nos colocou fazendo mais papéis que a maternidade exige. Fomos mães por muito mais horas que estávamos acostumadas, porque sim, mãe é 24 horas mãe. Mas sabemos que há uma necessidade saudável de termos o momento de mulher, profissional e esposa. Nestes meses pandêmicos em que vivemos, muita coisa mudou, precisamos nos reorganizar, ser resilientes. Confesso que curti muito. Os primeiros meses encarei com uma segunda licença maternidade e vivemos a parte boa, brincadeiras mas também o cansaço real. Foram e ainda são muitos momentos de oscilações do dia a dia que fazem parte do educar, dar limites, ensinar, estimular, amar e muito mais... Mas que chance para estar ainda mais conectado com nossos tesouros! Acredito que a maternidade é feita de conexão: uma mãe conectada consigo e com seus filhos, tem leveza na sua escolha e torna o dia a dia mais leve e repleto de amor. O que precisamos mais?
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